domingo, 22 de junho de 2014

Dicas Fundatec - SEFAZ RS - Prof Eduardo Ferreira

Olá amigos concurseiros!

Que tal uma dica para a prova de Auditor Fiscal da Receita Estadual (AFRE) e Técnico Tributário da Receita Estadual (TTRE)?

Há uma confusão que os concurseiros fazem em relação às “bancas/organizadoras” de concursos públicos... Vou explicar o que considero sobre elas, especialmente a Fundatec, organizadora que vai realizar os concursos da SEFAZ-RS (Auditor e Técnico).

Vou começar explicando a diferença entre banca examinadora e organizadora do concurso, são conceitos distintos, mas que, por vezes, são confundidos pelos nossos nobres candidatos: organizadora do concurso é a pessoa jurídica contratada para organizar o certame, no caso em tela a Fundatec; e banca examinadora são as pessoas físicas contratadas (professores, autores renomados, especialistas) para elaborar a prova.

No caso em tela, é banca divulgada no link:


Somente para o cargo de Técnico, pois para o cargo de Auditor ainda não foi divulgada, mas seguirá a mesma lógica).

Um fato que não costuma ocorrer em concursos de outros estados é que, no RS, é obrigatória a divulgação da banca examinadora, ou seja, das pessoas físicas que realmente elaborarão a prova.

Ocorre que esta organizadora tem tradição em concursos de prefeitura municipal, principalmente os municípios gaúchos. Mas o que isso tem a ver? Imagine um concurso para uma prefeitura que pague em média o salário de R$ 1.000,00 e cobre questões altamente complexas, ou seja, difíceis, e que haja nota mínima, no caso 50% de cada disciplina da prova. Como a remuneração é baixa, haverá pouca concorrência (geralmente local) e, consequentemente, notas de corte baixas, uma vez que os candidatos mais bem preparados focarão em concursos melhor remunerados.

Mas por que essa diferenciação? Pelo simples fato de que o Estado do Rio Grande do Sul possui um contrato firmado com a Fundatec, mas essa empresa pode contratar quem ela bem entender para elaborar suas provas, para cada certame ela pode contratar examinadores diferentes, dependendo da complexidade de cada certame.

Por exemplo, na primeira aplicação da prova da CAGE-RS, a professora que elaborou a prova de contabilidade geral simplesmente copiou várias questões de outros concursos, tinha até uma da Receita federal de 1998! O que aconteceu? Rua! Contrataram outro examinador. E o que pessoal esperto fez? Logo que divulgaram o nome do novo examinador, os candidatos procuraram provas elaboradas por ele, no caso a prova da PGE-RS, que foi aplicada uma semana antes da prova da CAGE-RS (reaplicação que ocorreu no dia 12/4/2014), e perceberam que, na prova, foram cobrados mais assuntos relativos à análise das demonstrações contábeis, e, assim, os alunos focaram nesse assunto para poder se preparar para a reaplicação. O resultado foi ótimo para quem executou essa estratégia.

Então, eu quero dizer que resolver as provas da Fundatec de prefeituras e órgãos estaduais como o DETRAN-RS não vai ajudar muito na sua preparação para o concurso da SEFAZ-RS (Auditor e Técnico), uma vez que como a remuneração é mais alta que os concursos que essa organizadora costuma realizar e, consequentemente, a Fundatec contratará outra banca de examinadores para elaborar as provas, ou orientarão os mesmos a elaborar uma prova mais complexa e difícil.

O princípio da cautela deve pautar os concurseiros de alto nível, uma vez que se deve estar preparado para qualquer coisa. Se a prova vier fácil, beleza, mas se vier difícil, melhor para quem se preparou. Recomendo que se preparem com questões de organizadoras mais renomadas como a ESAF, a FCC e o CESPE, e também com a recente prova da CAGE-RS.

Outro detalhe importante é que, após a enxurrada de recursos dos candidatos, acusando plágio em questões de outros concursos, a organizadora orientará a banca examinadora a não elaborar questões idênticas de outros concursos.
Daí derivam duas atitudes que os candidatos deverão tomar: provavelmente não vai haver questões idênticas então espere uma prova mais cansativa em que vocês terão que “pensar mais” devido ao ineditismo das questões, mas nada impede que haja questões semelhantes a outros certames; se houver questões idênticas recurso nelas, só se você errar, se acertar você fica caladinho na sua, para quem não sabe se você colocar um trecho da questão no google e ela não for inédita vai aparecer, google é o máximo, dai vai ser fácil você buscar questões não inéditas para um eventual recurso administrativo.

Outro fato relevante para esse concurso é a ausência de questões discursivas. Se não tem discursiva é bom né? Mais ou menos... Pois a coisa vai ser decidida somente na prova objetiva, aumentando o tempo disponível para realizá-la e aumentando também as notas de corte, para o concurso da CAGE a nota de corte foi de aproximadamente 85%, bem diferente dos 70% que é o costume dos concursos para área fiscal.

É isso aí galera, bons estudos, porque o bicho vai pegar nessas duas provas!

Um grande abraço
Prof. Eduardo Ferreira


eduardoferreira@supremaciaconcursos.com.br