quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Técnicas de Aprendizagem para Concursos - Segundo a Ciência

Olá guerreiros e guerreiras, vamos falar de um assunto muito importante, que são as técnicas de aprendizagem.



Um estudo publicado em 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou 10 técnicas comuns de aprendizagem, para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.



Esteja ciente de que todo mundo tem seu próprio estilo de aprendizagem, a evidência sugere que só porque uma técnica funciona ou não funciona para outras pessoas não significa necessariamente que ele vai ou não vai funcionar bem para você.

Veremos agora cada uma das técnicas:

1. Grifar e Sublinhar

O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.



Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma utilidade quando combinada com outras técnicas.

Se você quiser utilizar esta técnica, você deve grifar apenas as informações mais importantes. Também deve ser acompanhada de revisões, para consolidar a técnica. 

 

Lembramos que somente deve ser utilizada a partir da segunda leitura para não correr o risco de retirar a atenção da aula e comprometer o aprendizado, e também porque somente na segunda leitura saberemos o que realmente é importante. Deve ser usada com muita moderação, para não grifar demais.



Não revisar em momento posterior o que grifou significa perder a informação.





2. Sumarização Escrita (resumo)

Resumir os pontos importantes do texto com as principais ideias é uma técnica intuitiva de aprendizagem. Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos.



O estudo mostrou que os resumos são mais úteis em provas discursivas do que provas objetivas.



A técnica ajuda recuperação de informações, e serve de guia de consulta, então seja o mais objetivo possível.



Em contrapartida, requer muito tempo para se confeccionar o resumo, sendo que poderia ser utilizado em outras técnicas, e depende de constantes revisões.





3. Releitura

Esta técnica apresentou utilidade baixa, e só demonstrou resultado efetivo quando realizada logo em seguida após a leitura preliminar.

 

Deste modo, leia o texto várias vezes, sem um grande intervalo de tempo entre uma leitura e outra.



Geralmente, a releitura é menos eficaz quando comparada às outras técnicas de estudo. Porém, a pesquisa demonstrou que, em alguns casos, reler certos tipos de texto seguidas vezes pode apresentar um melhor resultado que resumos ou grifos, se praticados por igual intervalo de tempo.



Caso você não tenha entendido a matéria, a releitura é fundamental para a fase da aprendizagem. Caso você esteja querendo revisar o conteúdo, é melhor procurar outra estratégia.





4. Mnemônicos

O estudo mostrou que os mnemônicos possui utilidade baixa, somente são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.



Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.



É uma das técnicas que apresenta maior risco de esquecimento. Por isto, requer revisão.



Use moderadamente, apenas para classificar informações (ex. LIMPE), jamais perca muito tempo com ela. Os concursos atuais exigem candidatos que entendam do que estão falando e não apenas os que reproduzem informações. 

 

É mais efetivo utilizar mapas mentais do que mnemônicos.



    5. Imagem Mental para Textos

Mapa mental, ou mapa da mente, é o nome dado para um tipo de diagrama, voltado para a gestão de informações e de conhecimento.



Os mapas mentais são construídos a partir de uma ideia central que se ramifica para outras ideias. 



Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva, por isto apresentou utilidade baixa.



Mapas mentais são úteis não apenas para "decorar matéria", mas para registrar de forma inteligente e que permita revisões ultrarrápidas os assuntos compreendidos em forma de resumos, que sintetizam o entendimento das matérias, a desvantagem que ela consome muito tempo para ser feita, assim como o resumo. 

 

Exige alto nível de treinamento sobre a técnica e se perde muito tempo para se fazer a imagem mental, além de requerer revisão constante da informação.



Deste modo, o ideal é comprar mapas mentais prontos, do que perder tempo para confeccioná-los, pois ela facilita as revisões.



6. Interrogação elaborativa

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros, de acordo com estudo possui utilidade moderada.



O estudante deve concentrar-se em perguntas do tipo Por quê?



Essa técnica requer um esforço maior do cérebro, pois se concentra em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.



Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa apresenta diferencial nas questões discursivas.



Contudo, isso exige conhecimento prévio suficiente para que você possa gerar boas perguntas, de modo que este método pode ser melhor para os alunos com experiência no assunto. Também é necessário um treino mínimo para saber fazer as questões e para alcançar toda a amplitude da matéria. Logo, exige alto nível de treinamento para utilizar esta técnica.



7. Auto-explicação

A auto-explicação apresenta utilidade moderada, e mostrou ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para consigo mesmo, ou seja, é uma aula que o próprio aluno se proporciona.



O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.



8. Prática Intercalada

A pesquisa comprovou que é mais efetivo estudar  intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória que estudar tópicos de uma só vez. O principal benefício desta técnica é fazer com que a pessoa se mantenha mais tempo estudando.



Muitos concurseiros se perguntam: fecho primeiro essa matéria ou vou revezando com outras? Pessoal, não podemos ter mais dúvidas de que o revezamento ou o estudo intercalado é mais efetivo que estudar uma matéria de uma só vez. Se você não intercalar as matérias, quando chegar à terceira matéria, já se esquecerá da primeira matéria estudada. 



Misturar diferentes matérias em uma mesma sessão de estudos é eficiente porque, toda vez que retomamos um conteúdo visto anteriormente, acessamos a memória de longo prazo, o que faz com que o cérebro relembre algo, ajudando a fixar o conteúdo que não foi visto nos últimos minutos.



Tomemos como exemplo isso: Você prefere comer 8 pedaços de pizza de calabresa ou comer os 8 pedaços sendo cada um de um sabor diferente? A resposta é comer sabores diferentes, porque você não quer saturar seu estômago de calabresa, não é. O mesmo ocorre com os estudos, este método intercalado serve para oxigenar nosso cérebro e ajuda a manter o camarada mais tempo estudando de forma efetiva. 



Daí surge à poderosa ferramenta da grade de estudos e horários, com a rotatividade de matérias, conforme o perfil de cada candidato. 



Estudar apenas uma matéria por dia é um erro!





9. Prática distribuída

Consiste em programar um cronograma de estudos ao longo do tempo. Este método apresentou o melhor resultado. Seu rendimento aumentará se, ao invés de estudar todo o conteúdo de uma prova de uma só vez, dividir a matéria para ser estudada em períodos menores durante o dia.

É por esta razão que a prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia com intervalos de descanso.

Não estude mais que duas horas consecutivas

Divida seu estudo em sessões de, no máximo, duas horas. Então se programe para fazer intervalos de quinze minutos a cada duas horas.

Não prolongue muito seu estudo, pois seu rendimento poderá cair, portanto, faça intervalos de 15 minutos a cada duas horas de estudo.



10. Resolução de questões

Todos que possuem um cérebro saudável e uma inteligência comum, ou seja, a maioria esmagadora dos candidatos a concursos públicos estão sujeitos às mesmas regras fisiológicas do cérebro, bem como da memorização. Desse modo, torna-se necessário entender como a memória funciona.



Resumidamente, a memória funciona por meio da repetição. Nessa perspetiva, quanto mais repetimos o que aprendemos mais iremos memorizar. 

 

Fazer exercícios é muito mais que uma técnica; é a principal ação que o aluno deve ter!  Fazer exercícios periodicamente é fundamental para compreensão, consolidação e manutenção do conteúdo! Fazer exercícios é algo que está totalmente em conformidade com as regras fisiológicas da aprendizagem e da memorização!



Com certeza você já ouviu dizer: “Só se aprende matemática resolvendo exercícios”. A pesquisa científica corroborou com este entendimento, pois resolver questões de provas é até duas vezes mais eficientes que outras técnicas avaliadas.



Então, resolva muitos exercícios, realize muitos testes práticos relacionados ao conteúdo em estudo, pois é uma das melhores técnicas de aprendizagem. 

 

Ao final de cada conteúdo, faça sempre os testes práticos e exercite aquilo que acabou de estudar. 

 

 A resolução de questões é uma simulação da prova do concurso em condições normais de temperatura e pressão (CNTP), com a vantagem de aprender novos conteúdos, além disso, trata-se da melhor maneira de consolidar a aprendizagem. Com a prática exaustiva de exercícios o candidato percebe como anda sua evolução nos estudos, quais os assuntos que estão sendo mais cobrados nas provas. Além disso, ganha intimidade com a banca examinadora, autoconfiança e simula tudo aquilo que pode encontrar no dia da batalha. Você deve saber a particularidade de cada banca de concurso, e a forma que ela cobra o assunto, não adianta bater de frente com a banca, se adapte a ela e saiba o que ela interpreta como correta nas questões polêmicas.



Assim a resolução de questões é obrigatória para uma excelente preparação. Na reta final é preciso aumentar ainda mais o tempo dedicado a isto.



Exercícios: nunca faça sem ter o gabarito



O momento de resolução de exercícios é quando você realmente fixa a matéria. Se você resolve questões sem ter o gabarito, você vai acabar carregando dúvidas e não terá segurança sobre aquele conteúdo. Portanto, jamais resolva exercícios sem ter o gabarito.



É isso aí pessoal, para mais informações leiam nosso curso gratuito de coaching.



Abraço